Próximo da Guerra


 Photo by Marek Piwnicki on Unsplash

 

Sempre estivemos em guerra depois da 2ª Grande Guerra Mundial. As potências saídas desta guerra continuaram em antagonismo até agora e o Império Anglo-Saxónico vive da guerra. Os EUA e a sua mãe a Grã-Bretanha não sobrevivem sem guerra, sem a pilhagem contínua de outras nações e de recursos que não são seus. Os conflitos não têm uma base ideológica, isso seria demasiado para cow-boys que dificilmente sabem ler e escrever e que mesmo a sua tecnologia avançada foi conquistada à custa do roubo de cérebros. Tratou-se sempre de uma questão de poder por quaisquer meios, de hegemonia mundial.

O papel da Pérfida Albion com a sua pretensa nobreza é um exemplo da degradação a que chegaram as Elites nestes tempos. Não percebem de geografia, nem de cultura e a única coisa que os alimenta é uma propaganda auto-infligida e vendida até à exaustão, convencendo os povos de que não há vencedores fora do Império! São sempre os maiores e os melhores! Esta ilusão conserva perigos vários que levarão à sua derrocada, pois não há maior cego do que aquele que não quer ver.

Estamos agora à beira de uma nova guerra na Europa, uma guerra que os EUA querem localizada ao continente sem espilrar para o seu território. Até os britânicos têm a ilusão que é possível uma guerra que não os atinja! Isso afastaria a Europa da Rússia e das fontes de energia como o gás e o petróleo russo, levando a Europa a um progresso semelhante ao da Somália, com o Império a vender sucata militar à OTAN. Só que desta vez, Putin não se mostra capaz de concordar com essa situação e ameaça destruir os centros de decisão, o que para bom entendedor significa não apenas a Europa pertencente à OTAN, mas inclui os EUA. Putin não percebe as vantagens da guerra e das possibilidades de negócio que isso traz, um verdadeiro desmancha-prazeres!

Os EUA que são quem de fato manda na OTAN, ainda não perceberam qual a jogada de Putin. Será que vai avançar pela Ucrânia, mesmo que não queira, pode ser sempre provocado, com um ataque ucraniano às repúblicas independentistas de Donetsk e Lughansk. Mas e se Putin não parar na Ucrânia? E se achar que sanções por sanções as fará render e ocupará os países bálticos? Fazendo assim retroceder a OTAN às demarcações do passado?

Que farão os EUA se for essa a jogada? Sendo óbvio que a OTAN não conseguirá responder de forma efetiva a um ataque russo, não haverá o perigo de uma escalada muito rápida em que em desespero e arrogância, numa espécie de solução de Sansão, como diz Pepe Escobar decidam carregar no botão nuclear? Às vezes era bom parar para pensar. Os russos culturalmente não sabem fazer bluff como os americanos especialistas no poker.

Mas talvez Putin tenha outras cartas na manga, afinal a especialidade dos russos é o xadrez. Quando se revelar que não há mais solução diplomática e que os americanos andam a arrastar os pés até que os ucranianos se movimentem contra o seu próprio povo, os russos dirão, como já disseram, que estão fartos dos ocidentais e que tomarão as suas medidas técnico-militares. Que raio quer Putin dizer com isto?

Bom, já que os EUA acham que têm o direito de colocar as suas bases na fronteira russa, porque não dar aos americanos um gosto do que isso significa? Pode começar por exemplo, com a colocação de mísseis hipersónicos na Venezuela, que tem a Venezuela a perder? Nada! Já estão sob sanções à anos, foram roubados do seu ouro pelos ingleses e sobrevivem. Se calhar até era bom terem um papel mais ativo em contrariar o Tio Sam. E já que estamos a falar na Venezuela, porque não logo de seguida colocar esses mísseis na Nicarágua e por fim em Cuba? E desta vez metendo ao fundo qualquer tentativa de bloqueio naval.

Mas tem mais movimentos para Putin e os seus aliados chineses. A Argentina estabeleceu relações estreitas com a Rússia. A Grã-Bretanha tem andado com os seus serviços secretos a tentar criar problemas à Rússia, de modo que era justo, esta pagar-lhe na mesma moeda, ajudando os argentinos a recuperar as Malvinas. E enquanto os britânicos ainda estivessem a pensar no que lhes estava a acontecer, a Rússia ajudaria o Exército Sírio a libertar os montes Golan da ocupação israelita. Obviamente não sem antes bombardear até ao chão o resto dos ladrões americanos de petróleo que ainda permanecem em território sírio. Como veem, enquanto o mundo olha para a Ucrânia como o barril de pólvora prestes a explodir, de repente a coisa pode estourar noutro sítio e com consequências estrategicamente bem mais sérias. Israel sem as costas quentes dos americanos é um espantalho no pepinal e espero que nem pensassem em utilizar bombas atómicas, que isso sim seria um verdadeiro holocausto!

E enquanto os ocidentais fariam um chinfrineiro medonho por Israel ser atacado, a China avançaria coberta por essa fumaça para ocupar Taiwan e resolver de uma vez por todas esse espinho na carne.

Com tantas frentes em aberto duvido que os ocidentais conseguissem reagir! (Exceto a solução de Sansão!) Seriam como baratas tontas. Realmente baratas, porque a moral dos políticos que consentem com o genocídio e os crimes do Império têm o mesmo valor. Entregues que estamos a criaturas idiotas, corruptas, sem espinha e sem humanidade.

Há nuvens negras no horizonte...

 

 

 

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